Novos formatos de anúncios da Meta: o que muda no Facebook e Instagram em 2026?
Empresa apresenta novidades para ampliar o alcance das campanhas, aproveitar conteúdos populares e medir melhor a atenção dos usuários nas redes sociais.
Os novos formatos de anúncios da Meta prometem trazer mudanças importantes para quem investe em publicidade no Facebook e Instagram. A empresa anunciou quatro novidades que envolvem posicionamentos exclusivos, campanhas de grande alcance e até uma nova maneira de medir quanto tempo as pessoas prestam atenção aos anúncios.
As novidades foram apresentadas durante o Meta Brand Building Summit, em 15 de outubro de 2026, e mostram que a empresa está olhando para algo que vai além de cliques, curtidas e conversões imediatas.
Ao analisar os anúncios, percebo uma direção bastante clara: a Meta quer oferecer mais ferramentas para que as marcas apareçam nos momentos certos e construam uma presença mais consistente na memória dos consumidores.
Mas o que realmente muda para quem trabalha com marketing digital?
Quais são os novos formatos de anúncios da Meta?
A Meta apresentou quatro novidades: Ads Super Burst, First Impression Ads, Reels Trending Ads e Aggregated View Time.
Embora cada recurso tenha uma finalidade diferente, todos procuram melhorar a maneira como as empresas alcançam seus públicos e avaliam os resultados das campanhas.
Ads Super Burst: anúncios concentrados em momentos estratégicos
Imagine que uma marca esteja preparando o lançamento de um produto e queira alcançar milhões de pessoas em um curto período.
Essa é a proposta do Ads Super Burst.
O formato permite reservar janelas publicitárias de 3 a 24 horas, concentrando a distribuição dos anúncios em momentos específicos. Existe também a possibilidade de contratar exclusividade por categoria, impedindo que outras empresas do mesmo segmento reservem a mesma janela.
A ferramenta Reach Planner permite planejar o investimento e estimar o alcance antes da contratação.
Segundo dados apresentados pela Meta, anunciantes que participaram dos testes alcançaram uma mediana de aproximadamente 34 milhões de pessoas por campanha, além de um crescimento mediano de 2,9 pontos na lembrança dos anúncios.
É um resultado interessante, embora os números representem experiências iniciais e não uma garantia para todas as campanhas.
Na minha avaliação, o Ads Super Burst tem potencial principalmente para lançamentos, grandes promoções, eventos esportivos e datas comerciais.
A disponibilização geral está sendo ampliada gradualmente ao longo de outubro de 2026.
First Impression Ads: o primeiro anúncio que aparece no Facebook
O First Impression Ads é outra novidade que chamou minha atenção.
A proposta é permitir que uma empresa ocupe o primeiro espaço publicitário exibido quando uma pessoa abre o feed do Facebook.
Nos testes realizados nos Estados Unidos, apenas uma marca por dia pode reservar essa posição.
Pode parecer um detalhe, mas pense na quantidade de publicações e anúncios que disputam nossa atenção quando acessamos uma rede social.
Estar entre os primeiros conteúdos exibidos pode representar uma vantagem importante para campanhas de reconhecimento de marca.
Por outro lado, esse tipo de posicionamento levanta uma questão interessante: será que a disputa pelos espaços mais valiosos das plataformas ficará cada vez mais concentrada em grandes anunciantes?
Por enquanto, o First Impression Ads continua em fase de testes nos Estados Unidos, sem uma data confirmada para chegar ao Brasil.
Reels Trending Ads: publicidade conectada aos vídeos mais populares
Os Reels se consolidaram como um dos principais formatos de consumo de conteúdo no Instagram e Facebook.
Agora, a Meta quer aproveitar ainda mais esse comportamento.
Com a expansão do Reels Trending Ads, as marcas podem posicionar seus anúncios imediatamente após vídeos que estão em alta nas plataformas.
A novidade inclui 15 categorias permanentes de conteúdo, como casa e jardim, além de opções em espanhol e temas sazonais relacionados a feriados e eventos esportivos.
Os testes divulgados pela empresa apontaram um aumento superior a 5 pontos percentuais na intenção de ação dos consumidores, além de um crescimento incremental de 5 pontos percentuais no reconhecimento espontâneo das marcas.
O que considero mais interessante nessa estratégia é a valorização do contexto.
Uma publicidade pode ganhar relevância não apenas por aparecer para a pessoa certa, mas também por estar relacionada ao tipo de conteúdo que ela está consumindo naquele momento.
Isso amplia as possibilidades para campanhas que procuram associar marcas a interesses e acontecimentos culturais.
Aggregated View Time: uma nova maneira de medir a atenção
Entre os novos formatos de anúncios da Meta e suas ferramentas complementares, o Aggregated View Time merece atenção especial.
Diferentemente dos outros recursos, ele não é um posicionamento publicitário, mas uma nova métrica experimental.
A proposta é analisar o tempo acumulado que uma pessoa dedica aos conteúdos de determinada marca durante uma semana.
Imagine alguém que assiste a dois segundos de um vídeo hoje, encontra outro anúncio amanhã e volta a visualizar um conteúdo da mesma marca alguns dias depois.
Tradicionalmente, essas interações são analisadas separadamente. Com o Aggregated View Time, a Meta pretende considerar o tempo total de exposição.
Uma pesquisa apresentada pela empresa indicou que cinco segundos de atenção acumulados em diferentes contatos estiveram associados a resultados 32% superiores em vendas offline, em comparação com uma única visualização contínua de cinco segundos.
É importante interpretar esses dados com cuidado, já que representam condições específicas de pesquisa e não significam que dividir a exposição sempre produzirá resultados melhores.
Mesmo assim, vejo potencial nessa abordagem.
Afinal, nem sempre lembramos de uma marca porque assistimos a um anúncio inteiro. Muitas vezes, o reconhecimento é construído por pequenos contatos ao longo dos dias.
O recurso ainda está em fase inicial de testes.
O que os novos formatos de anúncios da Meta significam para o marketing digital?
Quando observo essas novidades em conjunto, percebo uma valorização crescente da atenção e do reconhecimento de marca.
Durante muitos anos, as estratégias de publicidade digital foram fortemente orientadas por indicadores de desempenho imediato, como custo por clique, geração de leads e conversões.
Essas métricas continuam fundamentais, especialmente para campanhas que precisam gerar resultados comerciais diretamente.
Mas existe outro lado importante da publicidade: a construção de familiaridade.
Nem sempre uma pessoa compra um produto na primeira vez que encontra uma marca. Em muitos casos, a decisão acontece depois de diferentes contatos com anúncios, publicações e recomendações.
Os novos recursos parecem reforçar justamente esse comportamento.
Também identifico três tendências importantes:
- Publicidade contextual: anúncios conectados a conteúdos populares e assuntos de interesse do público.
- Atenção acumulada: novas maneiras de avaliar o impacto de diferentes contatos com uma marca.
- Espaços publicitários exclusivos: posicionamentos reservados para campanhas que precisam de grande visibilidade.
Na prática, estamos vendo conceitos tradicionais de publicidade ganharem novas possibilidades com a tecnologia e os dados das plataformas digitais.
E o que muda para pequenas e médias empresas?
Essa talvez seja a pergunta mais importante para quem anuncia no Brasil.
Nem todas as novidades estão disponíveis em todos os mercados. Além disso, alguns recursos parecem ser especialmente direcionados a grandes anunciantes, principalmente aqueles que precisam alcançar milhões de pessoas em campanhas específicas.
A Meta ainda não divulgou uma tabela pública completa de preços para esses formatos.
Por isso, acredito que pequenas e médias empresas não precisam mudar imediatamente suas estratégias de investimento.
O principal aprendizado está em entender o que esses lançamentos representam.
Mesmo sem contratar posicionamentos exclusivos, é possível trabalhar melhor a frequência dos anúncios, produzir vídeos mais relevantes e desenvolver campanhas que mantenham uma identidade consistente.
Também vale acompanhar a evolução das métricas disponíveis no Gerenciador de Anúncios para entender quais indicadores realmente contribuem para os objetivos de cada negócio.
Para quem acompanha as novidades desse mercado, vale visitar também a página inicial do nosso portal, onde reunimos outros conteúdos sobre tecnologia e marketing digital.
A Meta está mudando a forma de fazer publicidade?
Na minha visão, os novos formatos de anúncios da Meta indicam uma evolução importante na maneira como a empresa pretende oferecer publicidade às marcas.
A plataforma está ampliando as opções para quem deseja alcançar grandes audiências, aproveitar conteúdos em alta e compreender melhor o impacto da exposição publicitária.
Isso não significa que cliques e conversões deixarão de importar.
Significa que as marcas terão mais alternativas para trabalhar objetivos diferentes, desde a venda imediata até a construção de reconhecimento ao longo do tempo.
Ainda será necessário acompanhar a disponibilidade dos recursos e os resultados das campanhas para entender seu impacto real.
Mas uma coisa já parece evidente: disputar a atenção das pessoas está se tornando uma parte cada vez mais estratégica da publicidade digital.
E talvez o próximo grande diferencial não esteja apenas em fazer mais anúncios, mas em descobrir como torná-los realmente relevantes para quem os recebe.
Perguntas frequentes sobre os novos anúncios da Meta
Quais são os novos formatos de anúncios da Meta em 2026?
As novidades incluem Ads Super Burst, First Impression Ads, a expansão do Reels Trending Ads e o Aggregated View Time, uma ferramenta experimental para medir a atenção acumulada dos usuários.
Os novos anúncios do Facebook e Instagram já estão disponíveis no Brasil?
A disponibilidade varia conforme o recurso e o mercado. O Ads Super Burst está em expansão gradual, enquanto o First Impression Ads continua em testes nos Estados Unidos.
Os novos formatos da Meta serão mais caros?
Ainda não existe uma tabela pública completa de preços. Formatos que envolvem reservas de inventário e posicionamentos exclusivos podem exigir investimentos mais elevados.
Pequenas empresas poderão utilizar os novos recursos?
Isso dependerá da disponibilidade, das condições comerciais e dos requisitos de cada formato. Mesmo sem acesso imediato, pequenas empresas podem aplicar os aprendizados sobre atenção, frequência e relevância em suas campanhas atuais.
Fontes e referências
Fonte oficial: Meta for Business Anúncio publicado em 15 de outubro de 2026.
Referência jornalística: Search Engine Land Artigo de Anu Adegbola, publicado em 15 de outubro de 2026.




